sexta-feira, 1 de outubro de 2010

tanta coisa em comum

Outubro... Outono...
Lá se foi o verão... Para combinar com o friozinho, o estudo dos vinhos.
Tenho aprendido mais sobre eles, sobre como servi-los, como degusta-los, como combina-los com pratos. Tenho descoberto uvas que não conhecia, desvendado aromas que não sabia bem ao certo do que eram ou da onde vinham...
Descobri também que não é a toa que fazem comparações entre pessoas e vinhos, como "somos como os vinhos, melhores com o tempo".
Agora entendo que o gosto pelos vinhos revela alguma coisa sobre a personalidade das pessoas, e que os vinhos, assim como nós, também passam por "adaptações" e "mudanças", reações químicas, "períodos de isolamento", fermentações, envelhecimento, até que se tornem maduros e prontos para serem apreciados, mais saborosos, mais agradaveis.
Os vinhos também tem seu tempo, seu processo, e tudo isso varia de tipo pra tipo, o que é melhor para os brancos nem sempre é o melhor para os tintos, a melhor ocasião para um pode não ser para o outro... tem os vinhos que acompanham os doces, as sobremesas, os para momentos mais leves, os para momentos mais intensos, os que vão bem em diversas ocasiões, aqueles que vão bem sozinhos...
Cada um deles possue diferentes caracteristicas que podemos sentir de diversas formas, alguns especificamente no olfato, outros no paladar, alguns tem um aroma e quando se prova tem um sabor totalmente diverso...
Talvez vinhos sejam tão parecidos com pessoas por terem com elas uma relação de tão longa data, afinal, nem se sabe bem ao certo quando foi que a bebida surgiu, mas se sabe que foi mais um delícioso acaso da vida... algo que "estragou", que alguém foi lá e provou. E desde então, talvez desde antes da Grécia antiga, vem estreitando essa relação, vem acomopanhando o homem, sempre tentando se aprimorar, ficar melhor.
Chego a ter a impressão que os vinhos podem ser como o cão, o melhor amigo do homem, sempre presente nas ocasiões mais diversas, seja para comemorar, para relaxar, para fazer companhia,e por que não dizer consolar?
Claro, como todos os prazeres da vida, exige moderação.
Sugiro que cada vez que se abra uma garrafa de vinho para um momento especial, o aroma seja apreciado, neste momento, talvez não consiga identificar sente flores, frutas, chocolate ou baunilha, mas pode ser a possibilidade de associar aquele aroma às emoções e sensações que sucederão o primeiro brinde!

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